terça-feira, 22 de julho de 2008

Dormi na praça pensando nela.


Não quero pagar de cool, apenas tenho vontade de exercitar minha capacidade racional musical, que felizmente não se contenta com versos bizarros a lá Bruno e Marrone.
Quem nunca se revoltou com tamanha “diversidade” de temas nas letras de música sertaneja, que atire a primeira botina. É sempre o mesmo blá blá: Fulana traiu Fulano e foi embora, Fulano não consegue viver sem Fulana e não satisfeito com o belo par de galhos, quer que ela volte para ele.
É inevitável que tal criatividade provoque (em alguns) aversão a esse estilo musical, por isso sou a favor do método simples e prático: chegar nos compositores de tais letras pra tentar explicar que existe vida além do chifre e que a galera “não tá nem ai” se ele é ou deixa de ser corno.
Por esses e outros motivos que manter-se afastado às vezes pode ser considerado sinônimo de inteligência, sempre acontecem coisas melhores ou piores que ganhar uns galhos, é só ter consciência de que (como diz o Tequila Baby) “tem um mundo acontecendo lá fora”.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Mais do mesmo.

É sempre assim. Não importa de qual assunto se trate. Música, cinema,namorados, amigos... É sempre mais do mesmo. E não adianta sair de casa nessa quinta-feira ou em qualquer outra dia da semana todo animadinho, pensando que dessa vez vai ser diferente, porque não vai! Não é pessimismo ou charlatanismo. É a realidade.No caso de quem vos fala, e dos exemplos que vou tomar, é monotonia pura. Bandas novas e originais? Esqueça. Aquela sensação de: "Acho que já ouvi isso em algum lugar..." vai tomar conta do seu corpitcho sensual caso você tenha um cérebro. Nas novelas, nas mais de dez que passam por ano você encontra, mais ou menos, meia dúzia de histórias diferentes. É o 'vale a pena ver de novo' eterno da televisão brasileira. No cinema, a coisa não é muito diferente. Regravação disso aqui, daquilo ali. Na minha opinião, o quesito "Roteiro original" deveria, realmente, ser banido do Oscar. Sua vida amorosa, e dessa eu gosto de falar (leia-se: criticar), nunca vai mudar, aprenda. Todas as vezes em que você acreditar ter encontrado a pessoa certa, toma! Mais um porrada na cara, e aí, xingue, brigue consigo mesmo, prometa nunca mais se envolver com ninguém, grite pra quem quiser ouvir que os homens são todos iguais e, depois, volte a procurar louca e apaixonadamente a tampa da sua panela,a metade da sua laranja ou a expressão nojenta e romântica que queira usar aqui. Com os amigos, nada diferente. Há duas opções: ou eles são os mesmos desde o seu prézinho ou são novos e legais até daqui a dez anos, quando você vai dizer que seus amigos são os mesmos desde o ensino médio. Com eles a batalha do mais do mesmo é dura e violenta. Em toda a festa, sempre terá uma amiga bêbada pra você cuidar com medo de deixá-la sozinha com os garotos, a música de sempre tocando nas caixinhas de som perto da janela, aquele povo estranho que você nunca viu vai estar presente mais uma vez e no final, você vai estar com uma puta ressaca e, ainda assim, vai ter que ajudar a limpar a sujeira que fizeram (afinal, ainda descobrirei na minha vã vida, o porquê diabos as pessoas gostam tanto de picar os rótulos das garrafas em cima da mesa...). Por esse testículo violento,sem pormenores, digo que mais do mesmo, se ainda não tem cansou, aguarde,porque um dia, vai te cansar. Muito. E tenho dito.


Estréio assim a nossa Marmita Cult, que como pode ver acima, de cult não tem absolutamente nada, e dedico o post à minha queridíssima amiga Gabriela Gabê, vulgo doidinha(rere), porque não fosse ela, devido às 7856475646543 queixas e palavras empolgantes a respeito de aguardar ansiosamente pela postagem, eu não estaria agora terminando toda essa baboseira. Beijos mil :*