domingo, 7 de setembro de 2008

O Erro Certo

Agora do jeito que eu estou, eu quero alguém.
Mas eu não quero alguém certinho pra passar o resto da minha vida.
Agora eu não penso nisso. Eu deixo isso pra mais tarde.
Pra quando o sol estiver se pondo ao longe.

Agora eu quero alguém de cabelo bagunçado e calças frouxas, quero alguém pra rir até a barriga doer muito, alguém pra fazer cócegas quando o riso não vir. Alguém pra segurar minha mão, e pra apertar muito forte quando eu precisar.
Alguém pra me beliscar quando eu estiver com sono, alguém pra cantar músicas feias e toscas o dia todo. Alguém que fale se eu estou gorda, mas em seguida me de um beijinho e diga que estava brincando. E depois dê outro e diga que nao era brincadeira.
Alguém que aceite ir a qualquer lugar, porque disposição é uma coisa difícil de achar, e nesse alguém eu vou achar, porque a gente é jovem. Tudo bem, quando a disposição não se fizer presente, que possamos ficar em casa sem fazer nada, só reclamando de que não tem nada pra fazer.
Alguém que pense que estudar é importante, mas o futuro demora um pouco pra chegar então é melhor irmos comer passatempo e rir de coisas inúteis em quando o tempo ainda é longo.
Alguém que pense no comunismo como um atraso e que o capitalismo é bom pra um sorvete gelado no Mc Donald’s num fim de tarde!
Alguém para ler romances bonitos e ficções bobas junto comigo. Para assistirmos filmes bobos.
Alguém bobo. Bem bobo como eu. Alguém que me complete e que me inclua em tudo. Alguém que eu complete. Como queijo e a goiabada, como o mar e a areia, como o molho e a camiseta, o dedinho do pé e a quina, o erro e a borracha. Alguém que seja o meu erro.

Um comentário:

Mariana disse...

você escreve demaaaais lellis! quero um erro assim, fato.